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Etiqueta de eficiência energética: como ler o selo dos eletrodomésticos

Componentes rotativos de grande porte em galpão de montagem

Geladeira, máquina de lavar, ar-condicionado e forno de micro-ondas vendidos no Brasil trazem colado um adesivo colorido com letras e números. A maioria dos consumidores olha só a letra no topo. A etiqueta de eficiência energética tem, porém, outras informações que permitem comparar modelos e prever o impacto de cada aparelho na conta de luz ao longo dos anos.

O que é a etiqueta e quem a define

A etiqueta faz parte do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), coordenado pelo Inmetro. O nome oficial é Etiqueta Nacional de Conservação de Energia, a Ence. Para cada categoria de produto, o Inmetro estabelece os ensaios de laboratório, os critérios de classificação e o modelo do adesivo, que se torna obrigatório para a venda.

É diferente do Selo Procel, concedido pelo programa nacional de conservação de energia elétrica aos produtos mais eficientes de cada categoria. Um aparelho pode ter a Ence sem ter o selo; o selo, quando aparece, é um reforço de que o modelo está entre os melhores do seu tipo.

As faixas de classificação

No alto da etiqueta há uma escala de letras, com barras que vão do verde ao vermelho. A letra destacada indica a classe do aparelho: quanto mais próxima do início do alfabeto, menor o consumo em relação a produtos equivalentes.

Dois cuidados na leitura:

O consumo e as demais informações

Abaixo da escala, a etiqueta traz dados que variam conforme o produto:

O consumo informado resulta de ensaio em condições padronizadas. Em casa, ele varia com a temperatura ambiente, a frequência de abertura de portas, a carga de roupa ou o tempo de uso. Mesmo assim, é a melhor base para comparar dois modelos entre si.

Como comparar modelos e estimar a conta

A conta é simples. Pegue o consumo mensal informado na etiqueta de cada modelo, calcule a diferença e multiplique pelo valor do quilowatt-hora que aparece na sua fatura, com impostos.

Exemplo hipotético: uma geladeira com consumo de 40 kWh/mês e outra de 55 kWh/mês. A diferença é de 15 kWh por mês, ou 180 kWh por ano. Multiplicada pela tarifa da sua distribuidora, ela mostra quanto o modelo mais eficiente economiza por ano. Como uma geladeira costuma durar muitos anos, a diferença acumulada pode compensar um preço de compra maior.

Algumas dicas para a comparação:

  1. Compare aparelhos de mesmo tipo e porte. Geladeira frost free com frost free, lavadora de mesma capacidade.
  2. Considere o uso real. Para um aparelho usado poucas horas por mês, a diferença de consumo pesa menos.
  3. Olhe o volume útil. Um refrigerador maior pode ter consumo absoluto mais alto e ainda assim ser mais eficiente por litro.
  4. Confira a tensão. Alguns modelos têm versões 127 V e 220 V com dados ligeiramente diferentes.
  5. Guarde a etiqueta ou uma foto dela para comparar com o consumo real mais tarde.

A etiqueta também ajuda na reforma. Ao planejar a cozinha, saber a potência e o consumo dos aparelhos orienta o dimensionamento dos circuitos e a escolha dos que merecem ponto exclusivo.

Principais dúvidas

A etiqueta de eficiência energética é obrigatória?
Sim, para as categorias incluídas no Programa Brasileiro de Etiquetagem. Nesses casos, o produto só pode ser vendido com a Ence afixada.
Qual a diferença entre a Ence e o Selo Procel?
A Ence informa a classe e o consumo de qualquer produto etiquetado. O Selo Procel é concedido apenas aos modelos mais eficientes de cada categoria.
O consumo real vai ser igual ao da etiqueta?
Nem sempre. O valor vem de ensaio padronizado e serve para comparação. O uso real, a temperatura ambiente e a manutenção alteram o resultado.

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