Kitchen Bath Expo

Queima de louça sanitária: como controlar a curva do forno e da estufa

Operador de capacete concentrado em equipamento de fábrica

Uma bacia, uma cuba de cozinha ou uma placa de revestimento passam por duas máquinas antes de chegar à loja: a estufa, que seca a peça crua, e o forno, que faz a queima. Nos dois equipamentos, o que decide o lote é uma linha num gráfico: a curva de temperatura ao longo do tempo.

Quem cuida da produção costuma olhar só para a temperatura máxima. A curva inteira pesa mais: a velocidade da subida, o tempo de espera lá em cima, o que acontece se a energia cai no meio do ciclo. Tudo isso fica a cargo de um aparelho pequeno, na porta do painel.

A curva é a receita do lote

Na linguagem do controle, a curva tem dois tipos de trecho. A rampa é a subida programada, em graus por hora. O patamar é o tempo em que a temperatura fica parada num valor. A rampa evita choque térmico. O patamar segura a temperatura pelo tempo da receita, igual em todo lote.

Quando a curva vive só na cabeça do operador, cada turno queima de um jeito. Gravada no controlador, ela se repete.

Estufa de secagem: o primeiro trecho

Na estufa, o trabalho costuma ser de uma zona só, com resistência elétrica. Um controlador PID de 48 x 48 mm com saída para relé de estado sólido (SSR), como o West 6100+, atende bem esse caso. O sensor comum ali é o PT100 ou o termopar J ou K.

Dois recursos fazem diferença no dia a dia:

Um cuidado: estufa que fica muito tempo de porta aberta, várias vezes por turno, atrapalha a autossintonia contínua. Nesse caso, dá para desligá-la e ficar com o PID da pré-sintonia, com ajuste fino à mão.

No forno: rampa, patamar e vários segmentos

A queima pede mais que um setpoint. O controlador do forno precisa de programa, com segmentos em sequência: sobe numa velocidade, espera um tempo, sobe de novo. Na linha West, há dois caminhos:

O sensor também muda. Em forno com ciclo de queima, o sensor comum é o termopar K, N ou S. Na série Plus da West, o termopar S lê de 0 a 1.762 °C, e o N, de 0 a 1.399 °C. A faixa útil, porém, depende do fio, da bainha e da atmosfera do forno.

Quem está montando ou reformando um forno da linha pode comparar os tipos de controlador de temperatura para forno industrial e estufa lado a lado, com o sensor que combina com cada um.

Quando a energia cai no meio da queima

Falta de energia num ciclo longo é um problema prático. O CAL 9500P tem 3 modos de retomada depois da queda. No Pro-EC44, o programa pode continuar, reiniciar, manter o último setpoint, usar o setpoint do controlador ou desligar as saídas. Escolher o modo é decisão de processo: depende do que a peça tolera.

Se o cliente audita a produção, o registro também conta. O Pro-EC44 com registrador grava a temperatura com data e hora, em intervalos de 1 segundo a 30 minutos. Com dois valores a cada 30 segundos, cabem 21 dias, e os dados saem num pen drive pela porta USB.

O limite fica em outro aparelho

Nenhum programa protege o forno se o próprio controle falha. Se o sensor de controle sai do lugar e lê baixo, o controlador aquece mais. Se o SSR entra em curto, a resistência segue ligada. Por isso, a proteção contra sobretemperatura fica num limitador separado, com sensor próprio, como o West 6700+. Ele tem relé de 5 A com trava, de série, e só rearma depois que a condição passou.

Principais dúvidas

Dá para usar o mesmo controlador na estufa e no forno?
Em processo simples, sim: o 6100+ faz rampa do setpoint, de 1 a 9999 unidades por hora. Quando a queima pede vários segmentos com patamares, entra um programador.
Termopar ou PT100 na estufa de secagem?
O PT100 é mais estável e exato em temperatura baixa e média, por isso aparece muito em estufa. O termopar vai mais alto e domina no forno.
O mesmo termopar pode servir ao controle e ao limite?
Não. Se ele falha e lê baixo, os dois aparelhos ficam cegos ao mesmo tempo. Cada um precisa do seu sensor.

Kitchen Bath Expo, 2026.